domingo, 27 de maio de 2012

Graça

.
..

Eu não estava a acreditar                                   
E meus olhos a ver
Uma cousa tão linda, tão minha, tão íntima

Não parei de olhar. A olhar e olhar e olhar, o Coração sorria
Porque Ele se sentia pleno, transbordava
E o tempo a parar um cadinho

Queria continuar a olhar para sempre. E poderia, ora essa!
Fui ter com o cansaço, que me prendeu naquela cousa
Distinto momento, de pronto, eternizou cá dentro

Doía a pensar que passa. Pois passa! O inédito se repete
Inova-se a cada vez . Mata-me a cada vez
Enche-me de algodão doce, numa nuvem rosa e desbotada
Leve, suave, envolvente, encantadora

..
.